A Articulação Soja visa agregar as ONGs que lidam
com temas afetados pelo avanço
da fronteira agrícola e provocados pelos plantios da soja
em larga escala. É um
tema multifacetado, sendo indispensável organizar a discussão
e o encaminhamento
conjunto de propostas de solução para os problemas
enfrentados. Uma ampla
variedade de questões têm interface com o avanço
da fronteira agrícola/soja:
implantação de projetos de infra-estrutura de transporte
e energia, desmatamento
(Cerrado, Floresta Amazônica), destruição
de matas ciliares e nascentes,
poluição das águas e assoreamento dos rios,
lençóis freáticos e aquíferos, perda
de biodiversidade e criação de "desertos verdes",
expulsão de populações,
impactos em terras indígenas, e nos produtores familiares
do Sul, conseqüência
da queda no preço com o uso de terras baratas na fronteira
agrícola.
A Articulação Soja é uma iniciativa da
Coalizão Rios Vivos em conjunto com o
Forum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente
(FBOMS) e a
Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar
do Sul do Brasil
(FETRAF-Sul). A Articulação já conta com
a participação de várias redes de ONGs
brasileiras, como a Rede Cerrado e o Grupo de Trabalho da Amazônia
(GTA), e
continua aberta a novas adesões. Na Coalizão Rios
Vivos, a operacionalização da
Articulação Soja está sob a responsabilidade
da Fundação Centro Brasileiro de
Referência e Apoio Cultural - CEBRAC.
O Fórum Virtual, que ora se inicia, tem como objetivo
realizar um amplo debate
entre as ONGs brasileiras para definir quais seriam os critérios/requisitos
mínimos para se encaminhar a produção de
soja a um caminho que afete menos a
natureza e a sociedade.
Essa fase inicial do projeto conta com apoio e recursos da Fundação
DOEN, da
Cordaid e de Solidaridad, da Holanda e, no Brasil, da Fundação
CEBRAC, da
FETRAF-Sul e do FBOMS, através de várias organizações
que o compõem.